2011- Teerã, Irã

15ª colocação de 21


Membros de equipe:

  • Bárbara Cruvinel Santiago (SP)
  • Danilo Moreira Simões (SP)
  • Julliana dos Santos Frassei (SP)
  • Lucas Henrique Morais (SP)
  • Mateus Braga de Carvalho (PI)

Líder de equipe:

  • Victor Fujii Ando (SP)

Jurado Independente:

  • Rawlinson Medeiros Ibiapina (PI)

Visitantes:

  • Leonardo dos Anjos Cunha (SP)
  • Roberto Frassei (SP)





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Depoimentos:


Bárbara Cruvinel Santiago:

Minha fascinação por resolver o insolúvel para esse torneio começou em 2010, quando ele recomeçou a ser organizado no Brasil. A edição nacional daquele me deu um incentivo a mais para que eu participasse no ano seguinte e, quem sabe, fizesse parte da primeira equipe brasileira após alguns anos sem participar no torneio. Um ano se passou e lá estava eu de novo, mais preparada e com novas soluções na mão. O resultado chegou. Rumo ao Irã.
Iniciamos, agora com a equipe formada, uma verdadeira “corrida maluca” para que tudo ficasse pronto em dois meses para a competição internacional. Foram noites e noites perdidas, livros, artigos, folhas e folhas escritas, fórmulas para serem derivadas, experiências para serem feitas e refeitas, provas não feitas, trabalhos atrasados. Tudo para que as apresentações ficassem prontas a tempo. Durante as férias, tivemos duas reuniões para que os relatórios fossem aprimorados e treinássemos para os physics fights em inglês.
Chegou o dia. Embarcamos em uma viagem de quase 15 horas para Dubai e mais uma de quase três para Teerã. Chegando lá, o ambiente parecia hostil, pelo menos para mim, que deveria me adequar às restrições femininas, desde costumes até as vestes, daquele país. Logo fomos recebidos pelo nosso guia e levados ao ônibus, que nos levaria a universidade. Acho que foi aí que eu percebi o conceito de competição científica internacional: ao ver as caras diferentes até então desconhecidas dos outros competidores ainda no aeroporto. Chegamos ao alojamento e pudemos descansar até o almoço. À noite tivemos um coquetel.
No dia seguinte, a cerimônia de abertura foi repleta de histórias, que infelizmente não cabem neste texto. Então fomos almoçar. Se o banheiro iraniano já tinha sido uma surpresa, a comida não foi diferente: Kebab todo dia servido com as mãos. Enfim, o primeiro PF chegou e já sentimos bem as diferenças em relação ao torneio nacional. Tivemos que reunir forças para que tudo melhorasse nos embates seguintes. Os fights foram passando e percebíamos que nossa desenvoltura melhorava, o inglês ficava mais fluente, mas tivemos um júri extremamente parcial. Contudo, a maior lição que fica, apesar de clichê, é: o trabalho em equipe é uma das coisas mais valiosas que existem em uma competição como essa. Não podendo esquecer que os conhecimentos adquiridos também serão para sempre.
Mas não é só de física que o IYPT é feito. Conhecer pessoas de outros países com os mesmos interesses é algo particularmente fantástico. Minhas primeiras interações foram com as meninas do alojamento, mas com o passar dos PFs e da competição em geral, você conhece cada vez mais gente e o intercâmbio cultural é intenso. Além disso, alguns dias são dedicados inteiramente a passeios e surge a oportunidade de conhecer novos lugares, pessoas e aspectos culturais do país sede.
O PF final chegou, os coreanos mostraram física e desenvoltura invejáveis. Austríacos e alemães não ficaram muito atrás. Passa-se a cerimônia de encerramento. Agora são mais dois dias de passeio em Esfahan e tudo está acabado. A cidade era linda, mas o dia de ir para casa vai chegando. Chega a ser triste ver todos os times embarcando no aeroporto. Embarcamos para Dubai, onde passeamos por um dia e voltamos para casa. Com certeza, participar do IYPT, foi a melhor experiência da minha vida.