O que o Ceará tem de bom?

Já me perguntaram várias vezes o que torna o Ceará diferente de maioria no que tange às Olimpíadas Científicas. Acho que a palavra chave seja incentivo. Desde cedo as grandes escolas daqui que monopolizam o cenário olímpico nacional começam a incentivar os alunos a participarem de olimpíadas científicas e cria-se uma névoa de competição (amistosa, na maioria das vezes) entre os alunos.

Fora isso,costumamos ter aulas específicas para olimpíadas com bom materiais e professores de alto nível. Atualmente nota-se que esses professores que hoje ensinam já foram olímpicos, chegando até mesmo a ir pra olimpíadas mundiais, como matemática e química.

No entanto, isso não tira o mérito dos nossos olímpicos. Os que conseguiram chegar ao mais alto patamar das olimpíadas mundiais e nacionais têm sim sua grande parcela de dedicação e foco. Perguntando para o ex-olímpico Arthur Reis da IChO’09, na Inglaterra, sobre o que faz o Ceará diferente, ele nos respondeu:

“Preparação, investimentos, boas bibliotecas, professores experientes, tradição e ótimos laboratórios.”


Fiz a mesma pergunta para o olímpico de matemática, Davi Amorim, que tem várias medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática e foi para a Lusofônica em 2011.

“Acho que os alunos que gostam disso e os colégios que fazem altos investimentos. Vale lembrar também que a competição entre as escolas cearenses e os próprios alunos dão maior vontade de estudar.”


O plano que o Ceará vai dominar o mundo e que aqui só tem gênio está refutado por hora. E pra terminar com uma última opinião, fiz essa perguntada para o piauiense Matheus Saraiva que hoje estuda em Fortaleza e foi para a Olimpíada Internacional de Astronomia esse ano, no Rio de Janeiro e ele disse que o diferencial está no investimento e no incentivo das escolas cearenses.

Finalizo a matéria dizendo que aproveitem pra ganhar medalha na OBL, por que infelizmente, o Ceará não a conheceu ainda. It was Just kidding, olímpicos!
Vejo vocês.

por Murillo Henrique Arruda